A PROFUNDIDADE DO TOUREIO
DE MESTRE ANTÓNIO
António Ribeiro Telles regressava à arena da sua Cidade Natal, onde em Outubro último, se encerrara triunfalmente com seis toiros. A paixão ao espectáculo tauromáquico fomenta-se com corridas como esta, realizada na tarde do passado dia 6 em Vila Franca de Xira ou como as duas que se lhe antecederam em Lisboa. Sete estampas, os toiros enviados por Mestre David Ribeiro Telles, que saíram à liça Vilafranquense, cujo público compareceu preenchendo três quartos fortes da lotação do tauródromo ribeirinho do Tejo.
António Ribeiro Telles e seu sobrinho João Maria, abriram a função a duo, numa lide agradável, colocando a ferragem em perfeita sintonia. Rui Godinho executou uma excelente pega de caras, fechado à córnea. A lide ministrada por António Ribeiro Telles ao 4º da ordem, foi Histórica, Mandona e Templada! Perante um antagonista que investia com classe e bravura, que foi levado com tranquilidade para os terrenos eleitos pelo Mestre, onde lhe provocou suavemente as investidas, citou e cravou . Uma Bela Obra de Arte, que poderia ser acompanhada aos acordes de um Melódico Concerto de Aranjuez. No final, António foi buscar os seus irmãos João e Manuel e com o forcado Ricardo Castelo, receberam as justas ovações.
Enorme havia sido a pega de caras realizada por Ricardo Castelo, e à córnea.
João Ribeiro Telles filho que lidou o quinto da ordem, o mais pesado do curro enviado por seu avô, esteve diligente na colocação da ferragem comprida. O seu toureio irreverente e alegre, chegou com facilidade ao público, na colocação da ferragem curta, em que citou de largo aquela “montanha de carnes” e em reuniões muito ajustadas, cravou ao estribo elevando bem o braço. Uma grande lide! Ricardo Patusco, também ele á córnea, executou a pega de caras, tendo depois que ser transportado por companheiros do grupo para a enfermaria lesionado num pé.
António João Ferreira lanceou à Verónica, o segundo da tarde. A faena de muleta foi extensa, executada primordialmente pelo lado esquerdo, em que o toiro investia com uma cadência notável. Ao simular a estocada foi volteado e mal tratado, mas sem lesões de maior. O sexto foi recebido com duas afaroladas de joelhos seguidas de verónicas e chicuelinas, rematadas com uma revolera. Enorme a investida do toiro, humilhando e seguindo os voos da muleta de António João, que lhe instrumentou excelentes e mandonas séries de naturais.
Nuno Casquinha, o Benjamim dos matadores Lusos, esteve voluntarioso perante os dois inimigos que lhe tocaram em sorte. Ao quarto lanceou bem com o percal. A faena de muleta foi agradável, com destaque para as séries ligadas de derechazos e naturais, rematadas com passes de peito, com o inimigo a protestar e a sair com a cara pelas nuvens. No que encerrou a corrida, uma estampa de pelagem “Burraca em Negro”, que não correspondeu às expectativas. De capa nada permitiu ao jovem matador, e com a muleta, somente à custa de muito porfiar, logrou passes, numa lide voluntariosa, mas sem ligação das séries.
AQUI SEGUEM ALGUMAS DAS IMAGENS POR NÓS PRODUZIDAS
MESTRE ANTÓNIO RIBEIRO TELLES
JOÃO RIBEIRO TELLES filho
MESTRE ANTÓNIO RIBEIRO TELLES
TIO E SOBRINHO NUM ADORNO
JOÃO RIBEIRO TELLES filho
RUI GODINHO
JOAQUIM FILIPE OLIVEIRA
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ANTÓNIO JOÃO FERREIRA
NUNO CASQUINHA
MESTRE ANTÓNIO RIBEIRO TELLES
RICARDO CASTELO
JOÃO RIBEIRO TELLES filho
RICARDO PATUSCO
RICARDO PATUSCO CONDUZIDO À ENFERMARIA
NUNO CASQUINHA
ANTÓNIO JOÃO FERREIRA
O "NEGRO BURRACO" LIDAO EM 7º LUGAR
NUNO CASQUINHA
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